quarta-feira, 9 de março de 2016

“O nosso coração pode ser a manjedoura ou o túmulo de Deus”

Continuam as meditações do Pe. Ermes Ronchi durante os Exercícios Espirituais de Quaresma com o Papa e a Cúria. O desejo de uma Igreja “longe de refletores”, que desenvolve a sua tarefa de “sal e luz” no mundo.
A Igreja saiba “colocar-se à parte” para que no seu anúncio faça brilhar sempre o rosto de Deus – não ela mesma. É a exortação feita pelo Padre Ermes Ronchi na quarta meditação dos exercícios espirituais que ele prega ao Papa Francisco e à Cúria Romana, na Casa “Divino Mestre”, em Ariccia. A inspiração da reflexão da manhã desta terça-feira (08/03), veio da passagem em que Pedro faz a sua profissão de fé em Cristo.
A pergunta que Jesus faz aos discípulos ressoa no reparo do “lugar afastado” para onde o Mestre conduziu os discípulos. Por qualquer momento nada de reuniões e o barulho da multidão, mas somente “silêncio, solicitude e oração”. Somente um momento de intimidade “entre eles e entre eles e Deus”. E neste silêncio, aquela pergunta de Jesus que parece uma sondagem de opinião: “Mas quem dizeis vós que Eu sou?”.
O melhor negócio da minha vida
No silêncio análogo do retiro em Ariccia, Padre Ermes Ronchi coloca o Papa e sues colaboradores da Cúria diante da mesma solicitação. E, sobretudo, àquele “mas” que Jesus acrescenta, que percorre a alma: “Mas quem dizeis vós que Eu sou?”. Um modo para dizer aos seus – observa Padre Ronchi, de não se contentar daquilo que dizem as pessoas, porque “a fé não avança por ter ouvido falar”:
“A resposta que Jesus procura não são palavras. Ele procura pessoas. Não definições, mas envolvimentos: o que te aconteceu, quando me encontraste? Jesus é o mestre do coração, Jesus não dá lições, não sugere respostas, conduz com delicadeza a procurar dentro de nós. E eu gostaria de poder responder: te encontrar foi o melhor negócio da minha vida. Foste a melhor coisa que jamais me aconteceu”.
A fé caminha
“Quem sou eu para ti”? é uma pergunta de “enamorados”, diz o pregador dos exercícios. E o que surpreende é que Jesus “não doutrina ninguém”. Os discípulos não devem temer em dar respostas prontas àquela pergunta, “não há nenhum Credo a ser composto”, afirma Padre Ronchi. A Jesus interessa saber se os seus abriram o coração. Afirmar, como faz Pedro, que Cristo é “o filho do Deus Vivo” é uma verdade que tem sentido se Cristo “está vivo dentro de nós”.
“O nosso coração – diz ainda o pregador – pode ser o berço ou a sepultura de Deus”:
“Querem realmente saber algo sobre mim, diz Jesus, e ao mesmo tempo sobre vocês? Temos um compromisso: um homem na cruz. Um que é colocado no alto. Antes ainda, quinta-feira, o compromisso de Cristo será um outro: um que está em um lugar abaixo. Que pega um pano e se inclina para lavar os pés dos seus (…) Razão a Paulo: o cristianismo é escândalo e loucura. Agora entendemos quem é Jesus: é beijo a quem o trai. Não divide ninguém, divide a si mesmo. Não derrama o sangue de ninguém, derrama o seu sangue. Não sacrifica ninguém, sacrifica a si mesmo”.
“Refletores” em Cristo
Até o momento daquela pergunta feita no silêncio, o discípulos não tinham ainda entendido o que estava prestes a acontecer a seu Mestre. Por isso Jesus é rigoroso ao impor-lhes de não dizer nada a ninguém. “Um comando severo” que “chega a toda a Igreja”, destaca o pregador, “porque às vezes já pregamos um rosto deformado de Deus”.
Nós, eclesiásticos, nota Padre Ronchi, “parecemos todos iguais” – mesmos gestos, palavras, vestidos. Mas as pessoas se perguntam: “Diga-me a sua experiência de Deus”. E Cristo, prossegue, “não é aquilo que digo Dele mas aquilo que vivo Dele”. “Não somos nós o mediadores entre Deus e a humanidade, o verdadeiro mediador é Jesus”, conclui o pregador. Como João Batista, devemos preparar a estrada e “colocar-nos à parte”.
“Pensem na beleza de um igreja que não acende os refletores sobre ela mesma – como nestes dias aqui recolhidos – mas sobre um Outro. Temos ainda um caminho a percorrer. Diminuir (…) Jesus não diz “pegue a minha cruz”, mas a sua, cada um a sua (…) O sonho de Deus não é um cortejo sem medidas de homens, mulheres e crianças, cada um com a sua cruz sobre os ombros. Mas de pessoas encaminhadas em direção a uma vida boa, contente e criativa. Uma vida que tem um preço tenaz de compromisso e perseverança. Mas também um preço doce, de luz: no terceiro dia ressuscitará”.
[Fonte: Rádio Vaticano]
https://pt.zenit.org/articles/o-nosso-coracao-pode-ser-a-manjedoura-ou-o-tumulo-de-deus/

terça-feira, 8 de março de 2016

Gleissiane Alves, nesse momento prega sobre o amor de Deus. Nada poderá nos separar do amor de Deus. Se deixe envolver pelo amor do Pai.
Ainda dá tempo de você fazer essa experiência do Seminário de vida no Espírito Santo.

Seminário de Vida no Espírito Santo



Hoje, 08/03/2016, dando continuidade ao SVES, teremos a pregação do segundo tema, Amor de Deus! Contamos com a presença e pregação da missionária Gleissiane Alves, membro da Comunidade Aliança Anawa.
Venha conosco viver e experimentar o amor de Deus!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Angelus: Deus nos fez o grande dom da liberdade

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Texto completo da homilia do Santo Padre no Angelus deste domingo (06):
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
 No décimo quinto capítulo do Evangelho de Lucas, encontramos as três parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida (vv. 4-7), a da moeda reencontrada (vv 8-10.), e a grande parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (vv. 11-32). Hoje, seria bom que cada um de nós pegasse o Evangelho, este capítulo XV do Evangelho de Lucas, e lesse as três parábolas. Dentro do itinerário quaresmal, o Evangelho apresenta-nos esta última parábola do Pai misericordioso, que tem como protagonista um pai com os seus dois filhos. A narração nos apresenta algumas características desse pai: é um homem sempre pronto a perdoar e que espera contra toda esperança. Impressiona, principalmente, a sua tolerância perante a decisão do filho mais jovem de sair de casa: poderia ter se oposto, sabendo a sua imaturidade, um jovem moço, ou procurar algum advogado para não dar-lhe a herança, estando ainda vivo. Mas, pelo contrário permite-lhe partir, ainda prevendo os possíveis riscos. Assim atua Deus conosco: nos deixa livres, também para errar, porque criando-nos nos deu o grande dom da liberdade. Depende de nós fazer um bom uso. Este dom da liberdade que Deus nos dá sempre me admira!
Mas a separação daquele seu filho é só física; o pai o leva sempre no coração; espera confiante o seu retorno; procura pelo caminho na esperança de vê-lo. E um dia o vê aparecer no horizonte (cf. v. 20). Mas isso significa que esse pai, a cada dia, subia no telhado para ver se o filho voltava! Portanto, se comove ao vê-lo, corre ao seu encontro, o abraça, o beija. Quanta ternura! E este filho tinha errado feio. Mas o pai o acolhia assim mesmo.
A mesma atitude o pai também tem com o filho maior, que sempre permaneceu em casa, e agora, está indignado e protesta porque não entende e não compartilha toda aquela bondade com o irmão que tinha errado. O pai sai ao encontro também deste filho e lhe recorda que eles sempre estiveram juntos, compartilhando tudo (v. 31), mas é preciso acolher com alegria o irmão que finalmente voltou para casa. E isso me faz pensar uma coisa: quando alguém se sente um pecador, se sente realmente pequeno, ou, como ouvi alguém dizer – muitos – : “Pai, eu sou uma sujeira!”, então é o momento de ir ao Pai. Pelo contrário quando alguém se sente justo – “Sempre fiz as coisas bem…” – igualmente o Pai vem procurar-nos porque aquela atitude de sentir-se justo é uma atitude má: é a soberba! Vem do diabo. O Pai espera aqueles que se reconhecem pecadores e vai procurar aqueles que se sentem justos. Esse é o nosso Pai!
Nesta parábola também é possível vislumbrar um terceiro filho. Um terceiro filho? E onde? Está escondido! E aquele que “não considera um privilégio ser como [o Pai], mas esvaziou a si mesmo, assumindo uma condição de servo” (Fl 2,6-7). Este Filho-Servo é Jesus! É “a extensão dos braços e do coração do Pai: Ele acolheu o pródigo e lavou os seus pés sujos; Ele preparou o banquete para a festa do perdão. Ele, Jesus, nos ensina a ser “misericordiosos como o Pai”.
A figura do pai da parábola revela o coração de Deus. Ele é o Pai Misericordioso que em Jesus nos ama além de qualquer medida, sempre aguarda a nossa conversão toda vez que erramos; espera muito o nosso retorno quando nos distanciamos Dele pensando que podemos sem Ele; está sempre pronto para abrir-nos os seus braços independente do que aconteça. Como o pai do Evangelho, também Deus continua a considerar-nos os seus filhos quando voltamos a Ele. E nos fala com tanta bondade quando nós achamos que somos justos. Os erros que cometemos, embora sendo grandes, nem sequer arranham a fidelidade do seu amor. No sacramento da Reconciliação podemos sempre de novo recomeçar: Ele nos acolhe, nos restitui a dignidade de filhos seus e nos diz: “Siga adiante! Esteja em paz! Levante, diga em frente!”
Neste momento da Quaresma que ainda nos separa da Páscoa, somos chamados a intensificar o caminho interior de conversão. Deixemo-nos alcançar pelo olhar cheio de amor do nosso Pai, e voltemos a Ele com todo o coração, rejeitando qualquer pacto com o pecado. A Virgem Maria nos acompanhe até o abraço regenerador com a Divina Misericórdia.
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Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs, 
Expresso a minha proximidade com as Missionárias da Caridade, pela grande perda que as atingiu dois dias atrás com o assassinato de quatro Religiosas em Aden, no Iemen, onde atendiam os anciãos. Rezo por elas e pelas outras pessoas assassinadas no ataque, e pelos familiares. Estes são os mártires de hoje! Não são capas de jornais, não são notícias: estes dão o seu sangue pela Igreja. Essas pessoas são vítimas do ataque daqueles que as mataram e também da indiferença, desta globalização da indiferença, que não se importa… Que Madre Teresa acompanhe no paraíso estas suas filhas mártires da caridade, e interceda pela paz e o sacro respeito pela vida humana. 
Como um sinal concreto de compromisso com a paz e a vida gostaria de citar e expressar admiração pela iniciativa dos corredores humanitários para os refugiados, começada ultimamente na Itália. Este projeto piloto, que une a solidariedade e a segurança, permite ajudar pessoas que fogem da guerra e da violência, como as centenas de refugiados já transferidos para a Itália, entre os quais crianças doentes, pessoas deficientes, viúvas de guerra, com filhos e anciãos. Lembro-me também porque esta iniciativa é ecumênica, recebendo apoio da Comunidade de Santo Egídio, Federação das Igrejas Evangélicas Italianas, Igrejas Valdeses e Metodistas. 
Saúdo todos vós, peregrinos vindos da Itália e de tantos países, em particular os fiéis da Missão Católica de Hagen (Alemanha), bem como aqueles de Timisoara (Roménia), Valencia (Espanha) e da Dinamarca.
Saúdo os grupos paroquiais de Taranto, Avellino, Dobbiaco, Fane (Verona) e Roma; os meninos de Milão, Alemnno São Salvatore, Verdellino-Zingonia, Latiano e os jovens de vigonovo; as Escolas “Dom Carlo Costamagna” de Busto Arsizio e “Imaculada” de Soresina; os grupos de oração “Santa Maria degli Angeli e da esperança”; a Confederação Nacional dos Ex-alunos de escolas católicas. 
Peço, por favor, uma lembrança na oração por mim e pelos meus colaboradores, que a partir da noite de hoje até sexta-feira, faremos os Exercícios Espirituais.
Desejo a todos um bom domingo. Bom almoço e até mais!
Fonte: Zenit

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Um novo sopro do Espírito sobre a RCC

Depois de um momento intenso de adoração, a nova presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL subiu ao palco para ministrar sua pregação manhã de sábado (26).  Como essa foi uma das primeiras oportunidades dela se dirigir aos membros do Movimento, iniciou sua fala com uma partilha sobre a vida pessoal, contando sobre sua família e de sua caminhada de fé.

Durante o relato,  Katia deu ênfase aos aspectos de sua vida que a levaram a assumir a missão que ela é chamada a exercer nos dias atuais: “Nasci em uma família católica praticante, sempre participei ativamente da Igreja e por volta dos 12 anos, eu já tinha a consciência de que existia uma missão de Deus para a minha vida. Entretanto, só conheci a RCC mais tarde quando, a convite de uma amiga, fui ao Grupo de Oração na Catedral de Vitória. Eu encontrei um Grupo cheio da graça de Deus e sai de lá batizada no Espírito Santo já na primeira reunião. Lembro de pensar que era aquilo que eu estava procurando, e que era ali que eu queria ficar”, contou. Depois ainda completou: “sou grata a RCC porque foi ela que me ensino a amar Jesus Cristo apaixonadamente”.

Na sequência, ela partilhou que, no último ano, em diversas ocasiões diferentes, foi movida a aprofundar sua entrega a Deus e foram essas experiências marcantes e sempre mais verdadeiras do Senhorio de Jesus que a prepararam para assumir a missão de estar à frente do Movimento no Brasil.

Logo depois, Katia partilhou alguns direcionamentos do Senhor para a RCC, discernidos em oração e escuta profética juntamente com outras lideranças do Movimento.  Nesse sentido, ela relatou uma moção particular que lhe foi dada por meio de uma visualização durante uma reunião realizada com sua equipe administrativa, logo após ser eleita:  Jesus segurando o mapa do Brasil, no qual estavam representados todos os Grupos de Oração do país, e soprando sobre ele o Espírito Santo.  (conforme imagem ao lado). A presidente explicou que isso não significa uma novidade para o Movimento, uma vez que RCC sempre foi movida pelo Espírito Santo. Entretanto, o Senhor vem reavivar esse dom: “A RCC do Brasil pertence a Cristo e está nas mãos Dele, que faz nova todas as coisas, e que nos envia um novo sopro, pois estamos em tempo de reconstrução espiritual e esse novo sopro é para que continuemos a reconstruir. Por isso, precisamos clamar pelo Espírito, pelo batismo, porque essa é a nossa identidade”, motivou.

Outro direcionamento diz respeito a um mergulho na espiritualidade e na identidade carismática para que cresça sempre mais entre os membros do RCC o  zelo pelos Grupos de Oração e o compromisso com a unidade e ao amor fraterno .  Nesse ponto, Katia aproveitou para exortar os presentes a servirem com gratuidade sem apego a cargos ou disputas internas e os motivou a renunciarem toda divisão e falta de oração.

Ainda sobre a necessidade de zelar pelos Grupos de Oração, a pregadora apontou a realização de Seminários de Vida no Espírito, Experiências de Oração e Seminário de Dons como caminho eficaz para levar mais pessoas a uma experiência com Jesus e a vivência da espiritualidade carismática.

A presidente também destacou  a necessidade de conversão pessoal, pois essa é uma das consequências do batismo no Espírito Santo.  “Ou eu sou de Jesus ou eu não sou. Não podemos mais perder tempo, deixando a conversão para amanhã, o tempo é agora, não vamos olhar para trás”, completou.

Impulsionada por todos esses direcionamentos, Katia encerrou sua pregação convidando todos a renovarem sua entrega de vida a Deus. Para tanto, uma cruz foi erguida no palco e tanto os membros do Conselho Nacional como os demais participantes do ENF, de joelhos, renovaram seu compromisso com Jesus, entregando sua vida a Ele.

Fonte: http://www.rccbrasil.org.br/eventos/index.php/noticias-enf/297-um-novo-sopro-do-espirito-sobre-a-rcc.html